ESCORT – GUIA DE COMPRA
A partir de 1996 o Escort, ainda com carroceria antiga, passa a vir da Argentina. Está certo que houve uma queda geral da qualidade, mas para a próxima geração do Escort vendida no Brasil, que seria lançada aqui como modelo 1997, essa tendência não se confirmou.
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O carro era bem acabado e realmente muito diferente dos Escort vendidos por aqui até então. Pela primeira vez não contava com versão de duas portas no lançamento, mas de quatro portas (hatch), station-wagon e sedan. Todas elas contavam com o excelente motor Zetec Rocam de 1,8 litro de cilindrada, quatro válvulas por cilindro e 115 cv de potência.
O carro era bem mais moderno que a geração anterior, evidenciando a tendência que a Ford na época chamava de New Edge. No interior do veículo havia vários elementos circulares, o que agradava a alguns e a outros, nem tanto. A versão SW vinha sendo estudada pela Ford desde o lançamento do Escort “original”, em 1983. Tanto que chegou a importar algumas unidades para testes de engenharia. O detalhe curioso é que algumas chegaram aqui com direção do lado direito, sendo destruídas sem uso…
De qualquer forma havia ainda o sedan, bastante parecido com o Verona e – e por sua vez, com o Orion, nome da versão sedan do Escort na Europa. Este teria a vida bastante curta, pois além do design não ajudar, naquela época o consumidor ainda não tinha a mesma cultura de sedan que tem hoje em dia.
Em 1998 a Ford lança a versão de duas portas, mas equipada com motor Zetec Rocam de 95 cv, o mesmo do Fiesta 1.6. Essa versão seria chamada de GL 1.6. O RS é mais uma novidade da empresa para o ano de 1998, mas a nomenclatura – que sempre serviu para designar modelos realmente excepcionais – por aqui foi vilipendiada. Sim, pois o RS nada mais era do que um Escort de duas portas com algumas mudanças sutis, como kit aerodinâmico, instrumentos do painel com fundo branco e rodas de liga-leve com desenho exclusivo. E o sedan, como era de se esperar, sai de linha após muito pouco tempo de mercado. Mais um dos fracassos que a Ford protagonizou, infelizmente.
Em agosto de 2000 a versão SW ganha motor 1.6, assim como o hatch de quatro portas. E as mudanças da linha ficam por aí. Em 2003 a linha chega ao fim, exatamente três anos após a extinção do modelo na Europa, para dar lugar ao Focus.
Comprando um Escort usado
Os modelos fabricados entre os anos de 1997 e 2003, embora tenham sido feitos na Argentina (que não gozava de boa fama entre nós, pela qualidade de alguns modelos lá fabricados), são muito bons. O motor inglês ajuda, mas o fato é que o carro era bem feito e não é dado a grandes problemas.
Mas como em todos os modelos há cuidados específicos, então vamos lá: o problema na marcha-lenta dos Escort dessa fase são comuns e o motor “morre” inesperadamente ou há oscilação da marcha-lenta. As causas podem estar na sonda lambda, servo-atuador da marcha-lenta, ou ainda no chicote desse componente. Verifique ainda se a embreagem está sem trepidações ou patinando, se não há ruídos na suspensão dianteira (causados principalmente por buchas estouradas ou das bieletas), se o radiador está em bom estado e não foi reformado grosseiramente. Carros com sinais de problemas de arrefecimento devem ser checados com mais rigor, por causa de eventuais conseqüências no cabeçote e respectiva junta.
GUIA PARA COMPRA DO MONZA…
O Monza sofreu sua segunda cirurgia plástica para o modelo 1988 e, pelo menos dessa vez, a GM preservou seus consumidores e não lançou mão da malfadada estratégia da “Fase II”, que utilizara em 1985 (ver Monza, parte I). O carro recebeu pequenos retoques, como lentes retas nos faróis, nova grade, novo spoiler, nova grafia do painel, novos revestimentos, entre outras mudanças, mas todas como versão 1988. O Classic, por exemplo, vinha com lanternas traseiras diferenciadas, separadas por um aplique que passava por trás da placa. As rodas eram de aro 14 e a versão vinha completa de fábrica. Nesse mesmo ano a GM decreta o fim definitivo do Monza Hatch, quando o S/R sai de linha. 
Aqui cabe uma curiosidade interessante. Houve a suspensão de um lote de exportação, que seria destinado ao mercado venezuelano. Os carros, inclusive, contavam com muitas peças fabricadas naquele país, que entraram por aqui em regime de “draw-back” (ou seja, só são importadas para serem montadas em carros destinados à exportação), como vidros, detalhes e… sistema de injeção eletrônica de combustível! Isso mesmo. Antes mesmo do lançamento oficial do Monza com injeção, em 1990, com a versão 500 EF, havia Monza Classic com injeção rodando no Brasil na mão de particulares. Os carros destinados à exportação que não dera certo foram adquiridos pelas concessionárias GM e vendidos a terceiros. Havia ainda Monza S/R com câmbio automático e injeção, que nunca foi apresentado oficialmente no Brasil. Há alguns desses carros ainda em circulação no Brasil, mas são bem raros.
Em 1990, aí sim é apresentada a versão 500 EF, nas cores vinho e verde escuro, em homenagem ao piloto Emerson Fittipaldi. Além de couro no interior, das faixas laterais adesivas e da cor exclusiva (apenas o verde escuro, pois a outra era de série), esta foi a versão que lançou oficialmente o sistema de injeção eletrônica na linha Monza.
Este seria o último ano em que o Monza apresentaria o mesmo desenho básico da versão alemã. Para prorrogar sua permanência no mercado nacional por mais alguns anos, a GM resolveu aplicar um face-lift na linha, que foi exclusivo para o mercado brasileiro. Na verdade na Europa o Monza (cuja denominação por lá era Ascona) estava ultrapassado e a Opel já estava em vias de apresentar outro modelo para substituí-lo, o Vectra (que aqui surgiu como modelo 1994).
Comprando um Monza usado
A compra de uma Monza dessa fase, assim como as primeiras unidades produzidas, depende muito mais do estado do veículo, propriamente dito, do que de defeitos inerentes ao produto e que poderiam estar presentes na hora da aquisição. Na verdade além dos cuidados que se deve ter com esses problemas intrínsecos, há o caso da idade avançada do veículo.
Entre os defeitos que poderiam estar presentes estão folga na caixa de direção e na cruzeta de ligação da coluna de direção com a barra de direção, nos modelos com regulagem de altura do volante, queima de óleo devido a problemas em retentores de válvulas, suspensão traseira arriada, escape vazando, problemas de trambulador e nos conjuntos elétricos do veículo. Com a idade, naturalmente a corrosão e o desgaste passam a fazer parte desse pacote.
O que não pode ser deixado de lado, nesse caso, é a relevância de algumas versões do ponto de vista de coleção, como os S/R, que nunca foram produzidos em grande quantidade e contavam com teto solar e bancos Recaro. A versão de “saída”, datada de 1988, é a única que conta com as mudanças introduzidas para aquele ano na linha, como as novas lanternas e faróis.
Outra versão rara é a S/R automática, citada no texto e que nunca foi comercializada oficialmente no Brasil, assim como as Classic com injeção pré-1990. Bom ressaltar que parte desses carros conta com cores diferenciadas e que também nunca foram lançadas no Brasil. Boa sorte!
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DICAS NA HORA DA COMPRA DO PALIO 1996-2000
- O Palio foi lançado no Brasil em 1996, como um grande projeto da Fiat para os países em desenvolvimento – uma espécie de reedição do chamado carro mundial, que teve seu ápice na década de 80 (Ford Escort e Chevrolet Monza são bons exemplos). Tanto que hoje o modelo é produzido em locais tão distintos como Brasil, Polônia e África do Sul, Argentina e Turquia, entre outros. O Palio na verdade foi lançado para substituir o Uno, mas o bom desempenho do carro mais antigo em produção no Brasil mudou os planos da empresa.
O Palio surgiu nas versões básicas ED e EDX com motor de 1 litro e 2 válvulas por cilindro; intermediária EL com motor 1,5-litro e injeção multiponto e a topo-de-gama 1,6-litro 16V, com carroceria de duas ou quatro portas. Muitos eram os acessórios oferecidos, como ar-condicionado, toca-fitas integrado ao painel, rodas de liga, travamento automático das portas, vidros elétricos, direção hidráulica e muitos outros. E é justamente essa grande lista de opcionais a responsável por variações de preço entre carros do mesmo ano-modelo e mesma versão. Mas a Fiat tem como hábito realizar mudanças repentinas em sua linha, mesmo que com pouco tempo de produção. E o Palio, com apenas dois anos de mercado, já se passava por isso.
Em 1998 as versões ED e EDX já deixavam de ser produzidas, para dar lugar às novas EX e ELX. Na hora de comprar um Palio usado, é bom que se saiba que entre novembro de 1998 e março de 1999 foram importadas unidades da Argentina, identificadas pelo número de chassi, que começa com 8 nessas versões (chassis de carros fabricados no Brasil começam com 9). Em 1999 o carro ganha faróis com refletores duplos e lentes de policarbonato; em maio chega ao mercado a série especial 500 Anos, em alusão ao aniversário de descobrimento do Brasil.
Em novembro é crido o Palio 1.0 Citymatic, com embreagem automática. Mas essa versão teve vida curta e já em agosto de 2000 é retirada de linha. O ano 2000 é marcado por alguns lançamentos na linha. O EL com motor 1,5-litro deixa de ser produzido, dando lugar ao EL 1,6 litro com injeção monoponto; O EX sai de linha, pois é lançado o Young, a nova versão de entrada. E o Palio ganha motor Fire 1,3-litro 16V – mas a carroceria do modelo estava para ser modificada e o 1,3 dessa primeira geração só foi produzido entre março e setembro de 2000.
CUIDADOS ESPECIAS NA HORA DA COMPRA
Antes de partir para esse tópico, cabe aqui uma explicação importante. Nas matérias dessa série o objetivo não é apontar defeitos do carro, mas sim os cuidados que devem ser tomados na hora da compra, tendo como base os relatos de problemas enfrentados por proprietários do veículo em questão. O fato de alguns problemas serem relacionados não significa que todos os carros da linha os tenham apresentado – mas, sim, que alguns deles apresentaram tais defeitos. Então, baseando-se nos casos relatados aqui, na hora de comprar seu Palio usado cheque se o que foi alvo de um bom número de reclamações não está no carro desejado. De uma maneira geral o Palio agrada aos proprietários.
Desde que seja feita a manutenção preventiva de acordo com a recomendação da fábrica, o modelo pode rodar bastante sem problemas. Por isso, na hora de comprar um usado, cheque se o veículo passou por revisões periódicas, mesmo que em oficinas independentes. A troca da correia dentada a cada 50 mil km é essencial. Em caso de rompimento da mesma, os estragos são grandes e onerosos.
Existe o registro de entrada de água nas portas em algumas versões, particularmente nos de quatro portas. Outras ocorrências relatadas por usuários do Palio apontam defeitos nos limpadores de pára-brisa e nos esguichos; o acabamento interno, principalmente das versões mais baratas, pode apresentar problemas de desgaste acentuado do material do volante e manopla do câmbio, além dos tecidos dos bancos, que podem descorar ou descosturar. Um desgaste anormal dos trilhos dos bancos dianteiros de algumas unidades duas-portas pode fazer o banco recuar repentinamente em acelerações bruscas.
Observe se o sistema de embreagem não apresenta trepidações, que ocorrem em alguns Palio com baixa quilometragem. Tal sintoma pode ser causado pelo disco, platô ou rolamento de embreagem, ou ainda do próprio cabo. Veja se o marcador de combustível está funcionando corretamente, pois há casos em que, mesmo com o tanque cheio, o ponteiro marca meio tanque ou ¾.
Em janeiro de 2001 a Fiat realizou recall do Palio 1.6 16V devido a possíveis problemas na tubulação de combustível no compartimento do motor. Foram convocados 45 mil carros, todos produzidos entre 1998 e 2000. É importante verificar se o modelo que lhe interessa e pertence a esse grupo participou do recall. E, finalmente, tenha em mente que a Fiat adotou uma calibração de freio que o torna extremamente sensível mesmo em frenagens em baixas velocidades, o que requer cuidado para evitar sustos. Mas é só uma questão de hábito. Boa compra!
Fonte: http://www.webmotors.com.br/wmpublicador/Guiadecompra_Conteudo.vxlpub?hnid=35553

FIAT PALIO 1.0 ELX .. BEBE POUCO E ANDA IGUAL
Se a dianteira remete aos novos Audi, a traseira do Palio lembra muito a do Daihatsu Charade. Os vincos, por toda a carroceria, especialmente na lateral, farão a delícia dos funileiros que precisarem ganhar mais algum no final do mês e atrapalharão um bocado os martelinhos de ouro, que devem ter dificuldades em reparar superfícies tão angulosas.
A segunda, já dentro do carro, será a satisfação com o acabamento, apesar de uma ou outra peça plástica desalinhada, o que, infelizmente, é comum até nos concorrentes nesta mesma faixa de preço. Com painéis de porta revestidos de tecido e plásticos com textura, a impressão é que uma cabine de carro de categoria superior, não fosse o entreeixos que denuncia o espaço interno reduzido.
Achar a melhor posição de dirigir é fácil, com a regulagem de altura do volante. O mundo ideal seria haver também regulagem de altura do banco e de distância da coluna de direção, mas o mundo ideal também costuma custar mais caro.
Aí, falando de preço, é que vem a terceira emoção diante do Palio 1.0 ELX: espanto. O modelo pelado (que só traz de extraordinário faróis de neblina e um excelente computador de bordo) começa nos R$ 29,16 mil. Isso na versão de duas portas. Se ele vier equipado com tudo que a versão avaliada trazia, ou seja, pintura metálica, toca-CD com MP3, ar-condicionado, direção hidráulica, travas e vidros elétricos, fechamento automático das portas e rodas de liga-leve, o preço pula para R$ 38,07 mil.
Um Renault Logan Privilège, com motor 1,6-litro, porta-malas de 500 l e os mesmos itens de conforto, sai por R$ 36,79 mil. E traz quatro portas, algo que, se o Palio também oferecer, eleva seu preço para R$ 39,65 mil.
Em movimento
Com o carro andando, o que se nota é um bom nível de silêncio interno, com o desempenho que se pode esperar de um motor de 1-litro. Mesmo assim, não dá para negar que o motor Fire fez ao Palio muito bem desde que foi adotado. Apesar de não ser novidade, este motor gira com gosto e compensa em parte a própria falta de potência com bastante disposição em responder.
A resposta, é lógico, não é de animar nenhum apaixonado por desempenho, mas traz suas recompensas na hora de abastecer. Com álcool, o Palio pode chegar a 10 km/l na cidade, dependendo do pé, e na estrada ele surpreende. Gasta muito pouco. Em determinados trechos, ele chega a fazer 18 km/l, com gasolina.
Por privilegiar o conforto, o Palio pode dar a impressão de ser instável, mas não é. Nas curvas ele tomba mais do que seria desejável, mas se mantém firme na trajetória.
Motivo de queixa freqüente nos primeiros Fiat, o câmbio atualmente é muito suave, mas fica devendo em precisão dos engates, talvez justamente por conta da maciez que a marca italiana teve de provar que consegue oferecer.
Em termos de espaço interno, ele é compatível com o dos concorrentes, sendo até um pouquinho melhor, por conta da altura do Palio, mas nada que o coloque em vantagem exagerada. É um carro que, entre os de seu segmento, proporciona o conforto que se pode esperar. Nem mais nem menos.
FICHA TÉCNICA – Fiat Palio 1.0 ELX
| MOTOR | Quatro tempos, quatro cilindros em linha, transversal, duas válvulas por cilindro, comando no cabeçote (OHC) e refrigeração a água, 999 cm³ |
| POTÊNCIA | 66 cv (com álcool) e 65 cv (com gasolina) a 6.000 rpm |
| TORQUE | 9,2 kgm (com álcool) e 9,1 kgm (com gasolina) a 2.500 rpm |
| CÂMBIO | Manual de cinco velocidades |
| TRANSMISSÃO | Dianteira |
| DIREÇÃO | Hidráulica, por pinhão e cremalheira |
| RODAS | Dianteiras e traseiras em aro 14”, de liga-leve |
| PNEUS | Dianteiros e traseiros 175/65 R14 |
| COMPRIMENTO | 3,85 m |
| ALTURA | 1,43 m |
| LARGURA | 1,64 m |
| ENTREEIXOS | 2,37 m |
| PORTA-MALAS | 290 l |
| PESO (em ordem de marcha) | 950 kg |
| TANQUE | 48 l |
| SUSPENSÃO | Dianteira independente, tipo McPherson; traseira com braços oscilantes |
| FREIOS | Discos ventilados na dianteira e tambores na traseira |
| CONSUMO | Consumo urbano de 9,1 km/l (com álcool) e 12,9 km/l (com gasolina); consumo rodoviário de 12,7 km/l (com álcool) e 17,1 km/l (com gasolina) |
| PREÇO | N/D |
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